quarta-feira, 8 de junho de 2011

É bom...
as vezes se perder
sem ter porque sem
ter razão.
É um dom...
Saber envaideecr por
si,saber mudar de tom.
Quero não saber de cor
tambem.pra que minha
vida siga adiante'

Adeus você!
L.H
ê

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


Poesia extraída do livro "Eu teamo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 19

Elisa Lucinda

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Ambivalentes como nós, palavras preparam armadilhas ou abrem portas de sedução. Embalam ou derrubam,enredam em doces laços ou nos matam dolorosamente como punhais" Lya Luft

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Em meio a tanta turbulação,
um pouco de paz...praia,fogueira
e um violão (alguem que saiba tocar
seria bom) nem sei por que escrevi isso,
acho que é vontade de sumir,nem que seja
por uma hora'

segunda-feira, 25 de outubro de 2010



Correndo o risco de parecer egoista me peguei pensando na morte e nas pessoas que ja me foram tiradas tão bruscamente,nas lagrimas que ja derramei e na dor de pensar que nunca mais as verei,isso me perturba,ah eu renunciaria a mim mesma pra não deixar quem amo ir embora,mesmo que seja fim de um ciclo,pessoas tão importantes assim deviam ser eternas...'

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sentada na varanda da minha casa tentando ler Noite sem fim da Agatha Cristie,mas essa quentura não deixa,são 14:06 e parece que o sol vai queimar meu cérebro,por isso nem me atrevo a sair de casa a essa hora até o vento é quente e nem sequer chega ate mim por que a arvore de frente não deixa,já que não consigo ler o que resta é olhar quem passa na rua e imaginar qual a história delas e o que estão pensando.
Sou fascinada por enigmas,segredos,vontades contidas muitas vezes (na maioria delas) por causa da moral e da aculturação que recebem e muitas da hipocrisia.
Quem eu quero ver não passa...tomara que não passe,tenho o terrível defeito de gostar do que faz mal e nem sei como mudar isso,em frente minha casa tem um colégio de certa forma é meio monótono mas por outro é maravilhoso não ter vizinho na frente,vizinhas alcoviteiras que ficam na calçada com seus filhos fedidos com narizes escorrendo falando da vida alheia sem olhar as próprias vidas fracassadas e sem alegrias,sempre achando críticas sem sentido,a menina que tem namorado,namora demais,sai demais.Pra onde será que eles vão?O vizinho comprou um carro novo,como pode será que ele ta envolvido com alguma coisa ilegal (geeente,ele trabalha por isso conseguiu comprar um carro novo) coisas que elas não fazem,por não podem perder o maravilhoso espetaculo cotidiano da vida alheia.
E tem também os rapazinhos (que estagnaram no primário) que ficam olhando e chamando as meninas que passam encabuladas,e as garotas,coitadas tem a impressão que a rua não tem mais fim,enquanto elas vão apressadas quase correndo pro ponto de ônibus querendo que a rua acabe logo e as nossas queridas vizinhas alcoviteiras ficam especulando entre si pra onde as menininhas vão ou quem vão encontrar.
Eu respondo-Elas vão pra onde as vizinhas queriam poder ir'

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Esqueci minha boca no teu corpo
pensei que isso te faria meu
usei de artifícios,gastei meus truques
depois quem escapou foi eu...
Não pense que eu não desejei,
não diga que eu não quis
É só que eu me assustei ao me ver tão feliz'

Agridoce